A relação dos alimentos com câncer

26/junho/2013

Faze do teu alimento o teu medicamento.”
Hipócrates

Na relação de pressa, prazer e culpa que erroneamente desenvolvemos com a comida, nos esquecemos de que ela é responsável pela nossa nutrição, não podendo ser esquecida por falta de tempo nem usada como refúgio para estados emocionais. É do que comemos que recebemos os elementos que poderão tanto fazer bem ao nosso organismo quanto prejudicá-lo.

Sobre a alimentação é preciso discutir alguns mitos e informações confusas.

Não se fica doente por comer esporadicamente hambúrguer com batata frita; da mesma forma não se tem boa saúde porque vez ou outra se come uma maçã.  No entanto está comprovado que uma alimentação baseada e frutas, legumes, verduras frescas, grãos integrais e boas fontes de gorduras e proteínas tem papel importante na prevenção dos tumores e que a adoção desse tipo de dieta reduz o desenvolvimento do câncer e fortalece o sistema imunológico. Porém, mais do que uma medida pontual, adotada em função de algum modismo, a mudança alimentar precisa ser incorporada como alteração do estilo de vida, presente todos os dias ao longo dos anos.

Artigos publicados em revistas médicas importantes, como a Nature, afirmam que a quimioprevenção por intermédio de ingredientes fitoquímicos encontrados nos alimentos é uma prática acessível, aplicável e aceitável para o controle do câncer. Todo organismo tem mecanismos de defesas naturas diante da possibilidade de que as células se tornem cancerosas e se multipliquem. É um sistema eficiente, mas delicado, que pode se desarranjar por mudanças na dieta ou no ambiente, tendo efeito cumulativo. Em alguns tipos de câncer, é fácil perceber o ponto de equilíbrio: por exemplo, quanto mais uma pessoa fuma, maiores se tornam as chances de ela ter câncer de pulmão. O agente nocivo está identificado.

O aumento do consumo de vegetais crucíferos, como brócolis e espinafre, é benéfico para a prevenção de vários tumores, bem como o consumo de alimentos específicos – particularmente aqueles derivados do tomate. Graças à ação do licopeno, encontrado também na melancia, no mamão papaia e na goiaba: o consumo habitual de molho de tomate pode ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento ou evolução do câncer de próstata. Porém, a quantidade necessária para maximizar seus benefícios permanece desconhecida.

Brócolis, couve-flor, repolho, repolho-roxo, couve de Bruxelas, couve-chinesa e couve-manteiga, outros alimentos eficazes na prevenção e no combate ao câncer, são rico em sulforane, componente que estimula a atividade das proteínas especializadas em defender nosso organismo de substâncias carcinogênicas. Outro dado interessante, refere-se ao câncer de mama, sabe-se que dietas com altos índices de gordura favorecem o surgimento do tumor, porém o consumo de ácidos graxos ômega 3 pode ter efeito protetor. Polifenóis, abundante fonte de antioxidantes, são encontrados em diversas concentrações em frutas, vegetais e grãos, como a soja – a isoflavona demonstrou ser eficaz contra células tumorais em estudos feitos em laboratórios, porém a reação nos seres humanos varia e os estudos não são conclusivos.

Outro aspecto a dar atenção é que já existem elementos científicos suficientes para dizer que a ingestão de carne vermelha ou carne processada pode aumentar o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer. Segundo estudos da American Institute for Cancer Research, grelhar, fritar ou expor carnes vermelhas e seus derivados a altas temperaturas produz substâncias carcinógenas. Esses componentes são chamados HCAs (aminas heterocíclicas), PAHs (hidrocarbonos aromáticos policíclicos e são formados quando a gordura da carne pinga no carvão e com a fumaça e as labaredas, esses PAHs sobem e grudam na carne).

Ainda que a alimentação não seja o único aspecto relacionado com o aparecimento ou não de câncer, vale a pena adotar certos cuidados e garantir uma dieta e um estilo de vida mais saudável.

Aí vão algumas dicas:

– adotar uma dieta anti-inflamatória, com baixo índice de açúcar e alto índice de ômega 3.

– prefira alimentos integrais e evite consumir produtos processados e industrializados.

– incluir no cardápio alimentos com propriedades anticancerígenas, como: gengibre, cúrcuma, frutas cítricas, alho, chá-verde, tomate, semente de linhaça e vegetais crucíferos (brócolis, repolho, couve-flor, couve-de-bruxelas).

Tenha uma alimentação consciente!!!

*Baseado em texto de Paulo de Tarso Lima – Medicina Integrativa: A cura pelo equilíbrio.

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