Mandala – um caminho de autotransformação!

09/janeiro/2013

Mandala é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.

Nas sociedades primitivas, o tempo que para nós representa um ano, para eles se chamava ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular, como uma mandala da vida.

O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e a função que elas exercem de ligação entre a Terra e o Céu. Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java, na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.

A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas as cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também a mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.

Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.

O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. É um processo bastante lento, com movimentos meticulosos. Ela desenvolve o poder de concentração, perseverança e criatividade, além de prevenir e controlar o estresse. Tais melhorias são alcançadas não apenas quando se olha diretamente para a mandala, pois basta que esta esteja no campo visual, sobretudo a parte do centro. Uma dica é posicioná-la em local visível no dia a dia, como na tela do computador, perto do telefone ou de locais onde se costuma sentar, deitar ou fazer refeições.

A mandala trabalha o físico, emocional e energético. No aspecto físico, promove-se o bem-estar, o relaxamento e a prevenção do estresse. Emocionalmente, pode trabalhar conteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois sinaliza aqueles que irão emergir. Qualquer pessoa pode se conhecer e se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho. A pessoa pode fazê-lo confeccionando e colorindo mandalas, ou, ainda, meditando com elas. A mandala irá colocar, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontra fora de lugar, Jung diz que “A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.”

No aspecto energético, a mandala ativa, energiza e irradia, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoal carregados negativamente, ou aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente, a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões supraconscientes e ao encontro de um caminho espiritual. Neste sentido, a mandala foi, e ainda é, muito utilizada para a meditação e para o desenvolvimento e a ampliação da consciência. No budismo tibetano os monges fazem-na de areia para depois serem ofertadas às divindades. É importante saber que para qualquer finalidade que se queira alcançar trabalhando com mandalas tem de se desenvolver a perseverança, a persistência e a força de vontade. Trabalhar com mandalas é uma forma carinhosa de abrir o coração para a criatividade, a intuição e o amor.

A confecção de mandalas, após um bom relaxamento, permite o encontro do indivíduo com conteúdos inconscientes que possibilitarão o autoconhecimento e ampliação de consciência. Por si só o confeccionar mandalas, proporciona momentos de reflexão, criatividade, concentração e contenção. Experimente essa vivência: Em folhas de sulfites branca ou papel do tamanho da sulfite na cor preta, faça um círculo no centro da folha na maior dimensão possível, pode se usar o compasso ou um prato para delinear, deixe próximo giz de cera, canetinha, lápis de cor, tinta guache ou qualquer outra material artístico que tenha disponível. Ouça uma música calma e relaxante, deitado ou sentado confortavelmente procure descontrair, relaxar, após sentir que está relaxado, abra os olhos devagar e escolha o material que desejar e comece a fazer sua mandala. Você ficará surpreso com as dicas que seu inconsciente lhe enviará sobre conflitos pessoais, personalidade, desejos etc. Apesar de muita gente relacionar as mandalas ao místico, cada vez mais se tem provas cientificas de que trabalhar com mandalas permite uma ampliação da consciência e o autoconhecimento. Vale a pena tentar!

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