Os outros somos nós – por Paulo Zorzetto

19/agosto/2013

Se pararmos por 1 minuto e observarmos as relações humanas com o mundo – pessoas, animais, biosfera, idéias – entenderemos rapidamente uma questão simples, que carrega em si a própria resposta: não estamos sozinhos e não vivemos individualmente.

Parece óbvio e até certo ponto ingênuo reafirmarmos isso, mas há uma grande possibilidade de que estejamos fazendo o oposto: passando o tempo encapsulados dentro de casas móveis feitas de aço e rodas, ou em mausoléus de consumo que cheiram a perfume e hambúrguer, corremos um grande risco de perder gradativamente a capacidade de observar o outro e olhar o universo com compaixão e amor irrestritos.

Tudo isso pode ter cara de pessimismo, mas trata-se na verdade do mais puro otimismo (…). Quando o olhar sobre algo complexo faz brotar lucidez, ganhamos inevitavelmente o caminho da liberação. Aos poucos vamos conseguindo perceber aquilo que não percebíamos e, principalmente, que nem notávamos a visão obscurecida. Que grande passo!

A partir do momento em que silenciamos internamente (pelo tempo que for) e iniciamos um processo de ver a realidade como uma projeção externa das nossas próprias posições internas, já deixamos a falta de sentido para trás. Se, ao mesmo tempo, formos capazes de olhar o outro com esse mesmo cuidado, estaremos mudando o mundo. Nada pode ser mais subversivo!

Parar, respirar, contemplar e agir é nadar contra a maré em direção às profundezas de um oceano comumente revolto e assustador. Só que chegando lá não há a menor possibilidade de afogamento! Uma mente menos reativa é poderosa a ponto de respirar no meio do caos e um corpo carregado por ela é um veículo de benefícios infinitos.

Os outros e nós somos a mesma coisa. Não existe felicidade genuína no momento em que observamos tantos seres sofrendo com a fome, com as guerras, com a carência, com a ignorância e com a dor. Não existe satisfação verdadeira que possa brotar de movimentos uni-laterais e auto-centrados. Em suma: nossos movimentos influenciam a todos, em todas as direções e vice-versa, ainda que não percebamos.

A nossa mais importante contribuição para esse novo mundo é desenvolver uma cultura verdadeiramente pacífica e que gere frutos para as gerações atuais e para as futuras. Desta forma, conseguir gerar alegria  e entusiasmo nas nossas atividades diárias faz do ato de respirar a própria mudança, numa prática infinita e inclusiva. Lúcida e acolhedora.

Que lindo desafio temos!

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