Religião e Religiosidade – caminhos para a consciência!

20/dezembro/2012

Na essência dos ensinamentos das religiões, existe uma tendência comum em torno de se alcançar uma atitude moral equilibrada.  Embora nem sempre o caminho a ser percorrido pelos adeptos consegue atingir esse alvo, pois cada ser humano possui seu repertório de experiências que balizará sua relação com a religião.

O ser humano constrói uma Religião Pessoal, independentemente do que lhe acontece externamente, por conta da percepção própria a respeito do sagrado. O homem, mesmo estando consciente de que busca algo superior para a compreensão de si mesmo e do universo que a cerca, nem sempre sabe de fato o que quer. Sofre influências inconscientes, oriundas de suas próprias experiências pregressas, que a levam a acreditar cada vez mais em algo distinto do que conscientemente deseja. Medos e anseios pueris interferem na sua compreensão, levando-a muitas vezes a buscar salvações mágicas e inconsequentes.

A adoção de uma religião cabe à autoridade real da própria consciência humana, a partir das experiências adquiridas e conduzidas pelo sentido que atribui a sua vida atual e futura. Existe uma tendência do inconsciente, que impulsiona o ego na direção do sagrado. Sobre essa tendência deve prevalecer uma atitude consciente. Só a maturidade do ego pode fazer a consciência assumir a atitude religiosa.

Religiosidade é a tendência ao sagrado, isto é, ao que transcende o humano para além dele mesmo. Necessariamente não obriga o ser humano à adoção de uma religião. A religiosidade o impulsiona para a compreensão de si mesmo, assimilando os conteúdos inconscientes, direcionando sua energia para a compreensão da realidade e de sua existência no mundo.

O conhecimento a respeito das coisas do espírito deve ser utilizado para a formação da Religião Pessoal, mas o espírito ainda é elemento da curiosidade da consciência pueril da humanidade, usado como sistema de proteção contra o medo do desconhecido. As religiões devem estar a serviço da religiosidade e da formação da Religião Pessoal.

A religião formal deve favorecer a construção de uma religiosidade madura, capaz de fazer face aos anseios psíquicos inconscientes de realização pessoal, de descoberta do si mesmo e de encontro com Deus. Quanto mais o indivíduo assuma sua Religião Pessoal e construa uma religiosidade que suporte todo o mal inerente à natureza humana, mais cedo alcançará a compreensão de sua existência e viverá sua essência. Por não suportar o mal, a religião exclui parte da natureza humana.

É preciso viver religiosamente, porém sem se alienar do mundo, a Religião Pessoal deve ser capaz de proporcionar uma vida pacífica, harmoniosa e com amorosidade. A religião serve para fazer evoluir consciências. Sua missão é libertar as consciências, também de seus próprios egos.

Religião sem religiosidade torna-se um movimento intelectual, frio e tendente à alienação.

***Religião Pessoal/Adenáuer Novaes

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