Respirando e relaxando!

22/agosto/2012

Ao nascermos, nosso primeiro choro nos garante a primeira respiração fora do útero. 
É quando tudo começa, num sistema inerente à vida e fonte primordial de energia. Pare um instante e inspire profundamente; depois expire, soltando o ar devagar, sem pressa. Sentiu a diferença? Respirar é a primeira fonte de contato com nós mesmos, de ligação com o corpo e com o momento presente, é a ferramenta primordial do autocuidado.
É também uma das maiores funções do corpo, influenciando todas as outras funções. Consequentemente, o modo como respiramos afeta a maneira como pensamos e como sentimos.

Mesmo assim, a maioria de nós nunca recebeu instrução sobre respiração e sobre como transformá-la em um harmonizador de corpo e mente. Respirar é mais do que inspirar oxigênio, mais do que uma atividade voluntária e mecânica do organismo. O ato de respirar tem relação direta com os fluxos de energia do organismo e sua qualidade se modifica de acordo com o nosso estado emocional. Já reparou que quando você está muito ansioso sua respiração fica mais curta e rápida? E quando faz muita força ou está com medo quase pára de respirar? Quando estamos calmos e tranqüilos, nossa respiração é lenta, profunda.

Equilibrar a respiração é equilibrar a nós mesmos, é como se a respiração fosse a ponte entre corpo e espírito, o externo e o interno, músculos e emoções. Embora a medicina convencional não leve em conta a respiração, ela é a base de inúmeras terapias complementares, de conhecimentos filosóficos milenares e até mesmo de tratamentos psicológicos comportamentais. No pensamento ocidental, um dos primeiros a fazer essa associação foi o psiquiatra Carl Gustav Jung, segundo ele, a respiração está ligada a sentimentos de cuidado e ternura. Ter consciência da respiração significa aceitar o corpo, explorando-o e cuidando dele.  Jung percebeu que respirar afeta nosso estado psicológico e fisiológico, é um recurso básico para sermos saudáveis e equilibrados, o que precisamos é reconhecê-lo e aprender a usá-lo.

Mas para isso é preciso mais do que respirar, é necessário relaxar. Quando estamos em atenção, relaxados, apenas observando sem julgamentos o que se passa em nossa mente, assim diminuímos a expressão do sistema nervoso simpático, a área do cérebro responsável pela reação do organismo ao estresse. É um estado necessário à boa saúde, pois permite que o corpo e mente descansem e se recuperem de situações estressantes. A freqüência cardíaca diminui, a pressão sanguínea se equilibra e os músculos relaxam.

Pelo mesmo princípio, uma respiração curta, restrita, interfere negativamente no equilíbrio do organismo e na disposição geral de cada um de nós. As operações do cérebro e do sistema nervoso dependem da troca de oxigênio e dióxido de carbono, assim como os sistemas cardíaco e circulatório e todos os órgãos do corpo. Pesquisas já mostraram que a respiração adequada alivia sintomas de dor, diminui a fadiga, melhora a qualidade de sono e promove bem-estar.

Por isso inclua em suas atividades diárias exercícios de respiração, os que melhor se adequarem para você, faça a qualquer hora do dia ou quando for possível. Esteja presente em seu corpo, atento no seu funcionamento, assim você percebe melhor sua respiração tendo a oportunidade de corrigi-la quando for preciso.

 Permita-se e sinta a diferença!

***Baseado em texto de Paulo de Tarso Lima

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