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  • Aline Pastori

Buscando Respostas!?

Atualizado: Set 14



Você já parou para pensar em como nossa cabeça parece estar cheia de perguntas e perguntas e perguntas…? E vale tudo, desde perguntas prosaicas – Onde será que eu acho essa marca? Onde fica o banco mais próximo? Será que vai chover? – até as grandes indagações – Quem somos nós? Deus existe? Qual será o meu destino? (e por falar nisso, existe destino, karma?). O questionamento é próprio do ser humano, nasce da observação do mundo e essa curiosidade faz parte de nossa forma de aprender; pode ser que nós não nos lembremos de como éramos quando crianças mas quem é que não tem algum anjinho por perto e é ou já foi assaltado por perguntas que nós, como bons adultos que viramos, achamos estranhas ou descabidas ou hilárias (Os peixes dormem? Por que Deus usa barba? Por que você é tão gorda? e por aí vai). E não é porque crescemos que abandonamos a “mania” de perguntar e eu desconfio que nem a qualidade de nossas perguntas muda realmente com o passar do tempo, só não somos mais tão inocentes (que pena!) e apenas deixamos de exteriorizar aquilo que queremos verdadeiramente saber ou que é relevante para nós em um determinado momento.

Então como podemos enfrentar esse mar em fúria de perguntas que inunda nossa mente vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana? (E, veja, cá estou fazendo mais uma pergunta). Gosto de duas abordagens tradicionais. Uma é a forma Zen de encarar a situação. Dizem que se você se dirigir a um mestre Zen e começar a fazer perguntas, ele provavelmente dirá: “Tome uma xícara de chá”. Pode parecer surreal que alguém lhe ofereça uma xícara de chá quando você está morrendo por uma resposta mas esse é o jeito Zen de fazer tudo, neste caso o mestre está lhe dizendo, pare um pouco, deixe a mente se acalmar, entrar no vazio por que isso é meditação, é ficar mais consciente. E quem está consciente, sabe, isto é, naturalmente encontra todas as respostas. A outra é a do I Ching, o Livro das Mutações. Pela tradição chinesa, o oráculo nunca falha, ou seja, se você fez uma pergunta, sempre receberá uma resposta clara e precisa. Sendo assim, a formulação da pergunta é de suma importância, se não perguntarmos corretamente, ainda assim receberemos uma resposta mas muito provavelmente será algo que não vamos entender ou não vamos querer entender. Algo como ir a uma padaria e perguntar: “O peixe está fresco?” e o atendente responder: “O pão acabou de sair”, onde está o erro? E todos já ouviram aquela história de “cuidado com o que você pede, você pode conseguir”. Assim sendo, aqui também é necessário parar um pouco, respirar e olhar para dentro, melhores perguntas surgirão e também melhor entendimento.

Em última instância, todas as perguntas habitam nossa mente e todas as respostas, também. À medida que ganhamos consciência, nos transformamos no observador, na testemunha que a tudo assiste sem se perturbar com perguntas e respostas e se ocupa em ser, apenas. Mas até chegarmos a esse estado, vamos continuar fazendo perguntas e buscando respostas. Tudo bem, só se lembre de perguntar sabiamente, ok?


INDAGAÇÕES

O que você procura? As respostas para todas as perguntas que você se faz estão contidas nos arabescos invisíveis do nome sem nome de tua alma no imponderável júbilo de teu espírito no esplendor divino do instante único no qual você apenas é sem começo sem fim sem porquê.

Lyla Feldmann

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